A infância foi vivida entre o interior, a natureza e a convivência constante com avós e bisavós. Um cotidiano simples, mas profundamente rico em experiências. Entre o quintal, os trabalhos do dia a dia, as conversas demoradas e a liberdade de explorar o mundo ao meu redor, aprendi que a vida raramente se revela através dos grandes acontecimentos. Ela costuma se revelar nos gestos pequenos, repetidos e quase silenciosos.
Talvez por isso eu tenha desenvolvido cedo uma curiosidade inquieta. Sempre me interessei por compreender as pessoas, os comportamentos, as histórias e aquilo que existe por trás daquilo que vemos. Muito do que sou nasceu dessa observação constante do mundo e das pessoas.